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17/08/2011 – 11h20

Donos de imóveis de Brasília já anunciam aluguéis para Copa de 2014
G1

Aproveitando a Copa de 2014, muitos proprietários de imóveis no Distrito Federal já anunciam aluguel temporário de residências. Apartamentos na Asa Norte e no Sudoeste lideram a lista de ofertas, mas também há anúncios de aluguéis em Taguatinga e no Núcleo Bandeirante.

Em Brasília, o preço de uma casa de três quartos, com churrasqueira e garagem, por 20 dias, chega a R$ 15 mil. Há ainda ofertas de apartamentos de um a três dormitórios. Moradores de outros países, como Estados Unidos, antecipam a busca, de olho num bom lugar para ficar.

A dona de casa Valdete Baia é uma especialista no assunto. Pensando mais adiante, ela pretende utilizar seis imóveis da família para alugar no período dos jogos. “Meus negócios são todos feitos pela internet, eu entro em contato com pessoas do mundo todo”, revela a mulher que planeja expandir o número de imóveis até a Copa. “Eu acho que daqui para lá eu consigo mais alguns.”

Enquanto 2014 não chega, Valdete Baia tem aperfeiçoado o serviço de locação com turistas que estão passando por Brasília. Uma família de italianos está há mais de 40 dias em um dos apartamentos dela e aprovou. “O europeu gosta de ficar numa casa familiar”, comenta o turista italiano Claudio Zepilli.

Para quem pretende oferecer um imóvel para aluguel durante a Copa, o Conselho Regional de Corretores (Creci) recomenda a exigência de 100% do pagamento antecipado. Também é importante detalhar no contrato o estado do imóvel, bem como os móveis e eletrodomésticos, para conferência na entrega das chaves.

O locador também pode e deve exigir um cheque caução, orienta o Creci. Como o aluguel será para estrangeiros, é recomendável a tradução do contrato para inglês

O economista Roberto Piscitelli, do Conselho Regional de Economia, explica que o locador não precisa abrir conta bancária especial, mas deve saber que o aluguel tem que ser declarado no imposto de renda.

“Não muda nada, a rigor, do regime de tributação em relação aos rendimentos que recebe internamente daqueles que recebe do exterior”, explica Piscitelli.

Donos de imóveis de Brasília já anunciam aluguéis para Copa de 2014. Disponível em:<http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=381987>. Acesso em: 07/09/2011

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17/08/2011 – 11h20

Começa construção de prédio que terá um quilômetro de altura

Kingdom Tower é erguida na Arábia Saudita e será a maior torre do mundo

por Redação Galileu

Começou nesta semana a construção daquele que, quando finalizado, será o prédio mais alto do mundo. A Kingdom Tower é levantada na região de Jeddah, na Arábia Saudita, e terá um quilômetro de altura. A previsão é que fique pronta em 63 meses, ou seja, em novembro de 2016.

Editora Globo

A Kingdom Tower terá um quilômetro de extensão// Crédito: Adrian Smith + Gordon Gill Architecture

A torre saudita ganhará com ampla vantagem de seus concorrentes no quesito imensidão. Atualmente, o maior prédio de todos é o Burj Khalifa, de Dubai, com 828 metros. Nos Estados Unidos, o prédio que está sendo erguido no lugar do World Trade Center terá 541 metros, incluindo a antena em seu topo.

A construção da Kingdom Tower custará US$ 1,2 bilhão e faz parte de um plano do governo saudita de diversificar a economia do país, que atualmente depende quase que exclusivamente do petróleo. O prédio comportará um hotel de luxo, um condomínio, apartamentos, escritórios, restaurantes e o deck de observação mais elevado do mundo.

Editora Globo

A entrada da Kingdom Tower// Crédito: Adrian Smith + Gordon Gill Architecture

Em espaço construído, a torre terá 530 mil metros quadrados. O escritório de arquitetura responsável pelo projeto é o Adrian Smith + Gordon Gill Architecture. Adrian Smtih, em outra firma, projetou o Burj Halifa.


Começa a construção de prédio que terá um quilometro de altura. Disponível em:<http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI256017-17770,00-COMECA+CONSTRUCAO+DE+PREDIO+QUE+TERA+UM+QUILOMETRO+DE+ALTURA.html>. Acesso em: 20/08/2011

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17/08/2011 – 11h20

Imóveis

Brasil Brokers adquire 60% da M.Garzon Eugênio

Brasil Econômico   (redacao@brasileconomico.com.br)
10/08/11 08:25

A operação se enquadra na estratégia de expansão geográfica da Brasil Brokers, uma vez que a M. Garzon Eugênio atua em diversas localidades

A operação se enquadra na estratégia de expansão geográfica da Brasil Brokers, uma vez que a M. Garzon Eugênio atua em diversas localidades

Comunidade

A Brasil Brokers Participações adquiriu 60% de participação na M.Garzon Eugênio, empresa que desenvolve as atividades de consultoria e intermediação imobiliária, por R$ 35,7 milhões.

A operação se enquadra na estratégia de expansão geográfica da Brasil Brokers, uma vez que a M.Garzon Eugênio atua em diversas localidades, tais como Campo Grande, Cuiabá, Goiânia, além do Distrito Federal.

A companhia informa ainda que convocará uma Assembléia Geral Extraordinária (AGE) para decidir sobre o assunto e os acionistas que dissentirem da aquisição terão o direito de se retirar da empresa.

O preço das ações no pagamento do reembolso será de R$ 3,35 por ação. Terão direito ao reembolso aqueles que eram acionistas em 10 de agosto de 2011.

Brasil Brokers adquire 60% da MGarzon Eugênio. Disponível em:<http://www.brasileconomico.com.br/noticias/brasil-brokers-adquire-60-da-mgarzon-eugenio_105422.html>. Acesso em: 17/08/2011

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13/08/2011 – 10h00

Setor imobiliário terá novos índices, um deles oficial

Dois índices serão criados para o mercado imobiliário pela FGV e o IBGE, este a ser adotado pela União.

Com base em dados fornecidos pelas instituições bancárias, serão criados dois indicadores específicos para medir a variação dos preços dos imóveis nas capitais e principais cidades do país. Um dos índices será de responsabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV); e o outro será desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o índice a ser criado pela FGV, foi ampliado acordo já existente entre a instituição e a Caixa Econômica Federal (Caixa), com a adesão da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), cujos associados fornecerão as informações necessárias à elaboração do indicador.

Quanto ao IBGE, terá a tarefa de ampliar a abrangência da medição que já executa, denominada Índice de Valorização de Imóveis. O instituto fará pesquisas de mercado e avaliará os estudos que resultarem das informações fornecidas pela Caixa e demais integrantes do Sistema Brasileiro de Crédito e Poupança. Sob coordenação do Ministério da Fazenda, o indicador a ser produzido pelo IBGE será oficialmente adotado pelo governo federal.

Fonte: ClipImobiliário

Setor imobiliárioterá novos índeces, um deles oficial. Disponível em:<http://www.imobinews.com.br/index.php/2011/08/08/setor-imobiliario-tera-novos-indices-um-deles-oficial/>. Acesso em: 13/08/2011

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26/07/2011 – 00h01

Análise das condições de financiamento deve anteceder busca do imóvel

Em tempos de boom do crédito habitacional, corretores relatam que é comum atender clientes que visitam imóveis acima do seu poder de compra porque não têm a real noção de quanto podem conseguir de financiamento.
Além do valor poupado para a entrada, é preciso levar em conta quanto o trabalhador vai poder dispor do salário para o pagamento das prestações, análise que muda de acordo com o banco.
“Há muita gente que não consegue financiamento porque já tem a renda comprometida com a parcela do carro, a escola dos filhos, o plano de saúde”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).
“As pessoas estão sempre procurando um pouco acima do seu potencial. E depois vem a pechincha, a contraproposta.”
Pesquisar a taxa de juros é apenas uma das “missões” do futuro mutuário, já que a prestação é composta de outros itens, como seguros de morte e invalidez do tomador do empréstimo e do imóvel e a tarifa de administração do contrato, que fazem o CET (Custo Efetivo Total) do financiamento variar caso a caso.
“Por isso, é recomendável fazer simulações para verificar a instituição financeira que oferece as melhores condições”, afirma José Pereira Gonçalves, especialista em mercado imobiliário (veja exemplos abaixo). “O desconhecimento se deve ao fato de a transação imobiliária ser muito rara.”
Um erro comum, por exemplo, é confundir o dinheiro depositado na conta individual do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que o mutuário pode usar na compra de imóveis de até R$ 500 mil, e a linha de financiamento com recursos do fundo, que reúne as contas de todos os trabalhadores.
Nesse caso, as taxas de juros “”limitadas a 8,16% ao ano mais TR”” são menores do que as cobradas em empréstimos com recursos da poupança, mas a linha somente está disponível para moradias de até R$ 170 mil e para famílias com renda até R$ 4.900 “”valor que será elevado para R$ 5.400 em breve, após a publicação de portaria no “Diário Oficial da União”.
Saber quanto custará a moradia ao fim do financiamento exige uma análise individual, mas, em um empréstimo com pagamento em 20 anos, com 20% de entrada, o mutuário pagará aproximadamente o dobro do valor do imóvel, diz Marcelo Prata, presidente da Canal do Crédito, corretora especializada em financiamentos do setor.
No entanto, ressalta, é importante lembrar que, nesse período, provavelmente haverá valorização do imóvel.
Apesar de os bancos oferecerem financiamentos com prazo de pagamento de até 30 anos, o período contratado tem chegado, na média, a duas décadas. E o mutuário paga em menos tempo: oito anos, de acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
GASTOS EXTRAS
Os mutuários devem reservar o equivalente a aproximadamente 5% do valor do imóvel para despesas extras. É o custo de realizar o sonho da casa própria sem percalços.
Antes de liberar o financiamento, os bancos cobram uma taxa para avaliar o imóvel (ativo que será a garantia em caso de inadimplência) e outra para fazer a análise jurídica de documentos.
Depois de efetivar o negócio, o mutuário ainda terá de arcar com o custo do registro no cartório e com o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) recolhido à prefeitura.
“Quando a transação é feita com financiamento, os próprios agentes financeiros, de certa forma, acabam servindo de ‘consultores’, pois só concedem o crédito se não houver restrições na documentação”, afirma Gonçalves.
Na aquisição da primeira moradia, há descontos nesses dois últimos itens, o que reduz o percentual para cerca de 4% do valor do imóvel, segundo cálculos de Prata.
Há bancos que incorporam essas despesas no valor financiado “”às vezes, a única forma de viabilizar o pagamento de gastos “inesperados”.
O número de novos mutuários no mercado imobiliário cresce em ritmo acelerado. Entre junho de 2010 e maio de 2011 (dado mais recente divulgado), os financiamentos com recursos da poupança atingiram R$ 66,8 bilhões.
O montante representa crescimento de 59% na comparação com os 12 meses anteriores, de acordo com a Abecip. Em quantidade (465 mil unidades), a expansão foi de 32%.

Análise das condições de financiamento devem anteceder a busca por imóvel. Disponível em:<http://www.jornalfloripa.com.br/economia/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=4317>. Acesso em: 26/07/2011

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19/07/2011 – 00h35

Analistas: alta de preços de imóveis não significa “bolha”

Portal TerraFilipe Gonçalves

 

De acordo com o economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, o que diferencia a situação brasileira das “bolhas” que já estouraram é a ausência de um sentimento de que haverá valorização irrestrita das propriedades. “É preciso existir investidores e compradores dispostos a pagar qualquer preço pelo imóvel, porque sabem que vão subir”, disse. Para ele, o Brasil já está em um processo de desaceleração do ritmo de alta dos preços, e o crescimento estará mais ligado aos índices de inflação. “Esse ano teremos uma valorização imobiliária em torno de 5% a 10%, o que mostra que o País continua crescendo, que continua gerando emprego, e não enfrenta uma bolha imobiliária”, afirmou.

Para o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Alberto Azjental, os preços já estão acima do valor de equilíbrio, mas não o suficiente para uma bolha. “Descontada a inflação, há um crescimento de 25% nos preços de venda dos imóveis no Estado de São Paulo, entre 2005 e 2011”, lembrou. Por conta desse percentual, o professor acredita que os preços voltarão ao patamar normal aos poucos, corrigidos pela inflação, porém, não sem causar alguns prejuízos. “Não terão tantos mortos e feridos, mais para frente haverá um pouco de inadimplência, mas não estamos em uma bolha”, disse.

Azjental destaca ainda sinais de diminuição da atividade econômica. “Esse ano, já se percebe alguns fenômenos de saturação, como o começo de inadimplência em eletrodomésticos, alguns processos de demissão. Aquela taxa de crescimento (da economia) está se exaurindo um pouco, está entrando em uma inflexão. O mercado vai corrigir os preços (dos imóveis) com a inflação a partir desse ano e ao longo de dois anos”, afirmou.

aquecimento do mercado imobiliário no Brasil se sustenta sobretudo por ter ocorrido após a ascensão da classe média e da recuperação do crédito. “De 2005 para cá, há um alongamento de prazo (de financiamento) de oito para 25 anos, que é o normal no mundo, além de aumento de massa salarial e mais pessoas empregadas, que geram uma demanda reprimida por imóveis”, afirma o professor da FGV. Ele acrescenta ainda que algumas regiões metropolitanas, como a Grande São Paulo, passam por uma escassez de terreno, que envolve problemas ligados ao transporte público e acesso, o que ajuda a elevar os preços.

O crédito imobiliário atingiu 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e, embora existam melhores condições e mais pessoas dispostas a adquirir imóveis e, por outro lado, a oferta de novos imóveis não cresça na mesma proporção (configurando-se um descompasso entre oferta e demanda), Petrucci não crê que o País esteja passando por uma bolha, por contar com um setor financeiro exemplar em relação a outros países, e que não fará operações de risco semelhantes às observadas nos EUA.

“Não existe a menor chance de termos no Brasil o mesmo problema que no sistema financeiro americano, porque o sistema financeiro nacional é fortemente regulado e fiscalizado. O crédito imobiliário está muito equilibrado e o índice de inadimplência muito baixo”, disse, lembrando que a inadimplência alcançou 6,76% dos contratos de financiamento imobiliário em fevereiro deste ano, segundo dados do Banco Central (BC).

Bolhas no mundo

As bolhas imobiliárias não são um fenômeno recente e tampouco isolado, o Japão enfrentou o problema em meio a uma crise financeira na década de 1980. A Espanha viu o preço de seus imóveis despencarem em 2008 após anos de valorização. Atualmente, especula-se que a China esteja passando por um momento de valorização excessiva dos imóveis. Com grandes reflexos na economia global, os EUA também passaram recentemente por um fenômeno do tipo.

Segundo o professor da FGV, a crise nos EUA foi causada por vários fatores relacionados, como o aumento do financiamento para a categoria subprime, ou seja, mais pessoas consideradas “de risco” obtiveram financiamento imobiliário; a crença de que os imóveis sempre se valorizam num processo irreversível; os juros baixos que contribuíram para a diminuição dos valores financiados e um ambiente de otimismo; e o aumento da securitização, que ocorre quando os bancos transformam uma dívida em um novo empréstimo, aumentando assim seu poder de crédito.

Aliado a esse cenário, o Federal Reserve (FED, banco central americano) decidiu aumentar a taxa de juros rapidamente e quebrou o ritmo que vinha ocorrendo até então. “Quando o FED subiu (a taxa básica de juros) de 1% para 5% e quebrou todo o ciclo virtuoso, o subprime, que paga a taxas variáveis, não consegue mais pagar. Ele devolve o imóvel, que cai de valor, tornando o financiamento maior do que vale o imóvel. Formou-se um ciclo vicioso. Isso é uma bolha, você não tem sustentação”, acrescentou.

Analistas: alta de preços de imóveis não significa “bolha”. Disponível em:<http://www.jb.com.br/economia/noticias/2011/07/16/analistas-alta-de-precos-de-imoveis-nao-significa-bolha/>. Acesso em: 19/07/2011

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14/07/2011 – 22h23

Mercado imobiliário de alto padrão atrai jovens executivos

SÃO PAULO – Tanto a procura por imóveis de alto padrão em São Paulo quanto a forma que os negócios são realizados têm mudado. A mudança no perfil dos compradores pode ser um dos fatores que contribuíram para o cenário atual.

De acordo com a sócia-Diretora da Imóvel A, Gabriela Villas, jovens executivos são os que mais têm procurado imóveis deste tipo. Com isso, o volume de vendas tem subido 50% a cada ano e pode manter esse aumento pelos próximos seis anos. Para ela, o crescimento do mercado e da conjuntura econômica brasileira, além da necessidade de viver em um espaço de luxo, são os responsáveis pela inserção desse novo perfil. “Por conta de todo esse crescimento econômico, hoje também atendemos pessoas super jovens do mercado financeiro. Esse público é bastante discreto e com grande potencial de compra”, explica.

De acordo com a Imóvel A, a média de idade dos compradores é de 26 anos, sendo que a maioria é formada por profissionais do mercado financeiro e de internet.

Os gasto médio desses jovens executivos gira em torno de R$ 1,5 milhão e a preferência de negócios está concentrada nas regiões da Vila Olímpia, Itaim Bibi e Jardins.

Compra pela web
Com um novo perfil de compradores, os hábitos dos consumidores brasileiros de imóveis de alto padrão também mudou, na hora de escolher o imóvel. Em alguns casos, ir pessoalmente até a imobiliária já não é decisivo para quem deseja adquirir esse tipo de imóvel.

Os consumidores têm usado a internet como canal inicial para os negócios e buscam opções disponíveis no mercado, de acordo com suas necessidades e preferências. “O consumidor utiliza o site [da imobiliária] para consultar mais especificamente os produtos”, explica o sócio-diretor da Imóvel A, Alexandre Villas.

De acordo com levantamento feito pela imobiliária, a cada cinco negócios fechados, três são iniciados pela internet. Embora o acerto final seja feito pessoalmente, a decisão da compra se dá via web.

Mercado imobiliário de alto padrão atrai jovens executivos. Disponível em:<http://casaeimoveis.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2011/07/14/mercado-imobiliario-de-alto-padrao-atrai-jovens-executivos.jhtm>. Acesso em: 14/07/2011

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12/07/2011 – 13h12

O paraíso do setor imobiliário

Segundo colocado no ranking nacional do mercado, DF se firma como uma atraente praça para se investir em imóveis. Construção civil ganha força com empreendimentos de alto-padrão e qualidade

Tamanho da Fonte    DANIEL GUERRA
dguerra@jornaldacomunidade.com.br 
 Redação Jornal da Comunidade
Águas Claras, maior canteiro de obras agrupadas das Américas, é um símbolo do aquecimento do mercado no DFFoto: Rúbio GuimarãesÁguas Claras, maior canteiro de obras agrupadas das Américas, é um símbolo do aquecimento do mercado no DF

Dizem que Brasília é “um eterno canteiro de obras”. Essa frase, tradicional na história da cidade, nunca refletiu tanto o momento vivido pela capital dos brasileiros. Para toda parte onde olhamos, vemos alicerces de prédios a serem erguidos, um portão de casa sendo trocado, um empreendimento comercial a ser inaugurado ou um condomínio murado. Tudo isso ajuda a explicar o boom da construção civil no Distrito Federal.
No início de junho Brasília sediou o III Encontro Brasileiro dos Corretores de Imóveis (Enbraci), que reuniu centenas de autoridades, empresários e investidores interessados, principalmente, no bom momento vivido pelo setor imobiliário do DF. Na ocasião, o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), João Teodoro da Silva, previu mais crescimento. “O momento imobiliário do país é ímpar e os indicadores mostram que não para por aí. A curva de investimentos é crescente e um dos ícones desse momento é Brasília”, mencionou.
A decisão de apostar em imóveis é totalmente influenciada por aspectos locais do empreendimento e varia entre cidades, estados e regiões, tornando necessária uma leitura peculiar de cenários para conseguir, principalmente, a rentabilidade esperada. Seja para morar ou investir, a verdade é que o mercado de Brasília apresenta segurança jurídica e credibilidade.
Prova disso é o aumento de cursos superiores no setor e a grande procura de profissionais e interessados em capacitação cada vez mais elevada. Levantamento feito em 2010 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) revela um aumento nacional de 30% na procura pelo curso de engenharia civil. Na capital federal, as instituições de ensino superior confirmam esse interesse dos vestibulandos.

Olhar especial sobre a cidade

Adriano Cancian, diretor comercial da Lopes Royal Empreedimentos Imobiliários, recomenda aos investidores um olhar especial sobre Brasília. Assim como na procura, o momento de otimismo no DF também é observado na oferta.
Cancian associa o momento, também, à melhoria no acesso ao crédito bancário. Diariamente, empreendimentos imobiliários são lançados e as vendas se esgotam em poucos dias.
O diretor afirma que a valorização média dos imóveis no DF gira em torno de 20% ao ano. “O mercado aqui está consolidado, oferecendo as opções de compra na planta ou de unidades prontas, o que é pouco visto até mesmo em algumas capitais. As condições de financiamento em Brasília também são excelentes”, lembra.
Adriano acredita que investir em imóveis na capital é aplicar bem o dinheiro. “Desde os imóveis básicos até aqueles de alto-padrão, o nível de retorno é satisfatório. Costumo brincar dizendo que hoje os jovens casais de Brasília deixaram de lado a etapa do primeiro aluguel, pulando direto para a primeira compra”, completa.

Investimento de retorno garantido
Pablo Bueno, sócio da Domus Imobiliária, traça uma comparação entre os perfis de investidores em imóveis no Distrito Federal. “Genericamente, temos os que compram para investir, caso mais comum entre os trabalhadores da iniciativa privada, e os que compram para residir, como acontece com grande parte dos servidores públicos”, avalia.
O perfil predominante do investidor imobiliário é aquele mais conservador, que busca resultados mais expressivos a longo prazo. Ultimamente, é comum ver uma atitude mais ousada, caracterizada por investimentos oriundos de clientes cada vez mais jovens e que buscam pré-lançamentos com resultados financeiros obtidos antes da conclusão da obra.
Um exemplo desse panorama é o cirurgião-dentista Roberto Rabelo, morador de uma cobertura duplex na cidade de Águas Claras. Além do imóvel em que mora, ele também possui uma outra cobertura na mesma região, empreendimento que decidiu alugar.
“Tenho segurança, diversão, conforto e o dinheiro do aluguel me proporciona bom suplemento de renda. A primeira vantagem é o visual privilegiado; a segunda é o espaço diferenciado, maior e com área de lazer. É muito bom, porque posso fazer reuniões sociais, receber amigos e não incomodar os vizinhos”, salienta.
Roberto vê Brasília como um dos fortes polos de investimento imobiliário da região Centro-Oeste e também do Brasil. “O retorno é certo porque os imóveis realmente ganharam padrão avançado nos últimos anos”, avalia. Ele tem razão: o portal de internet iG realizou um levantamento sobre a valorização de imóveis de alto-padrão nos últimos três anos em oito capitais brasileiras e o resultado é de otimismo para o DF.


O paraíso do setor imobiliário. Disponível em:<http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-07-09/imoveis/5439/O-PARA%C3%83%20SO-DO-SETOR-IMOBILI%C3%83%20RIO.pnhtml>. Acesso em: 12/07/2011

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05/07/2011 – 21h55


Imóveis sobem 14,6% no primeiro semestre

Medida pelo Índice FipeZap, valorização corresponde à alta no preço médio do metro quadrado em sete grandes cidades brasileiras

Marcela Ayres, de 

Wikimedia Commons

Praia do Leblon

Apartamentos prontos no Rio de Janeiro ficam 19% mais caros no primeiro semestre do ano; no Leblon preço médio do metro quadrado ultrapassa 15.000 reais

São Paulo – O primeiro semestre terminou com aumento médio de 14,6% no preço dos imóveis em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Recife e Distrito Federal. A valorização supera com folga a alta de 3,14% do IGP-M, índice utilizado para reajuste dos aluguéis. A inflação medida pelo IPCA também ficou bem atrás, com evolução de 3,78% até o meio do ano.

Os dados são do Índice FipeZap, da Fipe. A instituição acompanha o preço médio do metro quadrado nas sete cidades brasileiras a partir dos anúncios de apartamentos prontos no site Zap Imóveis.

Até agora, o Rio de Janeiro encabeça o ranking das cidades mais valorizadas com incremento de 19,5% no preço médio do metro quadrado. No Leblon, por exemplo, esse valor ultrapassou a faixa dos 15.000 reais em junho, fato inédito desde o início da série histórica, em janeiro de 2008.

Belo Horizonte e Recife também se destacam. Na capital mineira, o salto no preço médio do metro quadrado foi de 15,9%, ao passo que em Recife a alta foi de 15,1%. Salvador aparece na lanterna da lista, com valorização acumulada de 2,8% no primeiro semestre.

Confira os dados de junho para as sete cidades monitoradas pelo FipeZap:

Cidade Variação em junho (%) Variação no ano (%)
Rio de Janeiro 3 19,5
Belo Horizonte 1,5 15,9
Recife 3,1 15,1
São Paulo 2.6 14
Distrito Federal 1,3 10,7
Fortaleza 2,4 9,2
Salvador -0,6 2,8

Imóveis sobem 14,6% no primeiro semestre. Disponível em:<http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/imoveis-sobem-14-6-no-primeiro-semestre?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed>. Acesso em: 05/07/2011

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27/06/2011 – 12h35

Supervalorização de imóveis deixa aluguel mais atraente

Em três anos, alta do preço de venda foi até três vezes a do aluguel.
Especialistas dão dicas sobre o que é melhor: comprar ou alugar.

Gabriela GasparinDo G1, em São Paulo

Alexandre Gijon optou por pagar aluguel, já que não teria uma boa entrada para um financiamento (Foto: Gabriela Gasparin/G1)Alexandre Gijon optou por pagar aluguel, já que não
teria uma boa entrada para um financiamento
(Foto: Gabriela Gasparin/G1)

Mesmo com fortes altas, os preços dos novos contratos de aluguel nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro têm subido a proporções menores do que a valorização dos imóveis nos últimos anos, apontam levantamentos do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), feitos a pedido do G1. Em alguns casos, a alta dos preços de venda foi quase três vezes a alta dos aluguéis.

Na capital paulista, de acordo com o índice FipeZap, os preços pagos por novos inquilinos subiram 38% entre maio de 2008 e o mesmo mês deste ano, para um valor médio de R$ 32 o metro quadrado. Os preços de imóveis para venda, contudo, tiveram mais do que o dobro de alta no mesmo período, 85%, a um preço médio de R$ 5.313 por metro quadrado em maio de 2011.

No Rio, segundo o FipeZap, o valor dos novos aluguéis subiu 73% no mesmo intervalo, a R$ 34 o metro quadrado em maio deste ano. O preço médio dos imóveis para a venda, contudo, subiu 114%, fazendo o preço médio do metro quadrado para venda chegar a R$ 6.380 na capital fluminense no mês passado.

compra e aluguel (Foto: Editoria de Arte/G1)

Para o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, a alta valorização para venda aponta para uma saturação de mercado, um sinal de que os imóveis estão sendo vendidos a um valor maior do que valem. “Os preços dos imóveis não refletem tanto a realidade, são muito influenciados pelo momento (…). O aluguel é mais consistente com o valor do mercado”, afirma.

Para o diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia, os dados apontam que a curva de ascendência de preços de imóveis pode começar a estabilizar alguma coisa e poderá até cair. “Eu acredito que uma pequena parcela [dos imóveis a venda] extrapolou, passou os limites do razoável”, opina.

Alta bem maior que a inflação

Apesar da menor alta, contudo, os preços do aluguel tiveram alta bem superior à da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, que foi de cerca de 18%, ressalta o coordenador do índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn.

O levantamento do Creci-SP mostra comportamento parecido nos bairros de São Paulo, comparando preços de janeiro de 2007 com os de janeiro deste ano. A entidade mede o preço por zonas, levando em conta bairros com maior ou menor valorização.

A maior diferença entre a variação das duas modalidades foi registrada na Zona E, que inclui bairros de regiões periféricas, como Capão Redondo, Grajaú, Guaianases e São Mateus. Nessas áreas, o preço médio do aluguel subiu 69% no período, de R$ 390 para R$ 660. Para venda, a alta foi de 205%, de R$ 1.012,76 para R$ 3.085,11 o metro quadrado, na mesma comparação (veja as diferenças das outras regiões no quadro abaixo).

Zona A Zona B Zona C Zona D Zona E
ALUGUEL (preço médio integral)
Janeiro de 2007 R$ 868,82 R$ 809,09 R$ 597,88 R$ 486,53 R$ 390,00
Janeiro de 2011 R$ 1.826,50 R$ 1.572,22 R$ 1.188,46 R$ 1.040,63 R$ 660,00
Variação (jan/11 sobre jan/07) 110,22% 94,31% 98,77% 113,88% 69,23%
VENDA (preço médio do m2)
Janeiro de 2007 R$ 1.963,81 R$ 1.886,45 R$ 1.691,02 R$ 1.275,33 R$ 1.012,76
Janeiro de 2011 R$ 4.572,24 R$ 4.575,89 R$ 3.569,88 R$ 2.739,36 R$ 3.085,11
Variação (jan/11 sobre jan/07) 132,82% 142,56% 111,10% 114,79% 204,62%
Fonte: Creci-SP

Zylberstajn, do FipeZap, explica que a relação entre oferta e demanda é o que faz os preços subirem e, dessa forma, o preço do aluguel mostra o quanto as pessoas de fato estão dispostas a pagar.

Os preços dos imóveis não refletem tanto a realidade (…). O aluguel é mais consistente com o valor do mercado”
Gustavo Cerbasi, consultor financeiro

Ele avalia, contudo, que os consumidores têm preferido comprar um imóvel a pagar aluguel. “O acesso ao financiamento foi muito facilitado nos últimos anos, um incentivo para as pessoas comprarem”, diz.

Zylberstajn ressalta que outro índice que mostra o quão mais caro está o preço para a venda é a chamada taxa de aluguel (razão entre o preço do m2 de locação e de venda). Em São Paulo, por exemplo, ela estava em 0,77% em maio de 2008, caindo para 0,57% em maio deste ano, de acordo com o FipeZap. No Rio, ela passou de 0,54% para 0,43% no mesmo período (para o cálculo da taxa, a Fipe só considera regiões que têm um número mínimo de anúncios).

“Em termos relativos, hoje é melhor morar de aluguel do que em maio de 2008. Mas em termos absolutos, o aluguel está mais caro. Mas comprar está bem mais caro do que pagar aluguel”, explica.

Desanimado com rendimentos, Jorge Edison Buso  pensa em desistir de investimentos com locação (Foto: Arquivo Pessoal)Desanimado com rendimentos, Jorge Edison Buso
pensa em desistir de investimentos com locação
(Foto: Arquivo Pessoal)

Comprar ou alugar?
Por conta da forte valorização dos imóveis, o consultor Cerbasi avalia que este não seja o melhor momento para comprar um imóvel.

De acordo com ele, como as notícias de saturação do mercado são muito recentes, a sugestão é que o interessado espere até o segundo semestre deste ano para a compra, aproveitando o período para fazer uma poupança maior para a entrada. Caso prefira fazer a aquisição de imediato, a dica é fazer uma oferta com o preço um pouco abaixo do solicitado, levando em conta uma desvalorização.

“Se a pessoa não encontrou o imóvel ideal, o aluguel é mais oportuno ”, diz, acrescentando que, depois da compra, geralmente ainda surgem outros investimentos, como reformas.

De olho nos altos preços, o advogado Thiago Corrêa, de 28 anos, que se casou em abril deste ano, disse que fez a opção de morar de aluguel por um tempo até que o casal junte dinheiro suficiente para a compra de um imóvel sem precisar entrar em longos financiamentos.

“Se eu comprasse um imóvel hoje não seria o adequado (…). Prefiro pagar aluguel e continuar guardando dinheiro do que pagar juros exorbitantes”, afirmou. Corrêa disse que até conseguiria comprar um imóvel, mas não nos padrões do apartamento que aluga. “Além do custo do imóvel, ainda tem as reformas, as taxas do financiamento, os impostos. Por conta disso, a gente pretende comprar, mas não muito em breve, dentro de uns dois, três anos”, revela.

Na ponta do lápis
O professor de economia do Programa de Educação Continuada da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Evaldo Alves, dá outras dicas para os indecisos sobre a compra ou o aluguel.

De acordo com ele, o primeiro critério é que a pessoa não comprometa mais de 30% da renda mensal com habitação, seja com aluguel ou financiamento.

Segundo Alves, para quem tem dinheiro para as duas opções, vale levar em conta que, no financiamento, é possível negociar uma variação fixa do valor mensal. Já no caso do aluguel, os contratos vencem e os valores acabam sendo reajustados. “A vantagem do financiamento, do ponto de vista de reembolso, é que vai ser algo constante, previsto no estabelecido no contrato”, diz.

Eu não imaginava que [o preço de venda dos imóveis] ia valorizar tanto quanto valorizou”
Eduardo Bontempo, administrador de empresas

Antes de comprar, contudo, é importante avaliar o bairro, se é uma região que está valorizando ou se degradando. Na opinião do professor, contudo, não é possível pensar que os preços do imóveis irão cair muito. “As cidades não vão parar de crescer. A desvalorização somente vai ocorrer nas áreas que estão se degradando ou naquelas que estão mudando de habitacional para comercial”.

O professor também dá a dica que a decisão pode variar muito de acordo com a idade da pessoa. Para ele, jovens solteiros talvez vejam mais vantagem no financiamento do que pais de família.

Alternativas

Solteiro e sem filhos, o desenhista têxtil Alexandre Gijon, de 28 anos, fez a opção de sair da casa da mãe e morar de aluguel há cerca de um ano. Para não pesar no orçamento, ele optou por dividir o imóvel com uma amiga. “Como eu não tenho uma boa entrada, optei pelo aluguel.”

Já o administrador de empresas Eduardo Bontempo, de 27 anos, afirma que, mesmo tendo dinheiro para comprar um imóvel, sempre preferiu pagar o aluguel e deixar o dinheiro rendendo em aplicações financeiras.

Ele e a mulher moraram de aluguel por cerca de 3 anos antes de se mudarem para os Estados Unidos para estudar. Bontempo revela que, quando voltar, em dois anos, irá avaliar o que será mais vantajoso.

Por conta da alta valorização dos imóveis em São Paulo, o administrador afirma que até teria saído no lucro caso tivesse comprado o imóvel no passado, uma vez que seus rendimentos financeiros não acompanharam a valorização imobiliária na cidade. “Eu não imaginava que ia valorizar tanto quanto valorizou”.

No meu ponto de vista, imóvel alugado está pior do que uma simples caderneta de poupança”
Jorge Edison Buso, empresário

Imóvel como investimento
E é justamente por conta dessas incertezas do mercado imobiliário que o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, sugere cautela em comprar imóveis para revenda. De acordo com ele, por conta da alta valorização dos preços, o investimento pode até parecer vantajoso, mas a possibilidade de prejuízo é grande. “É preciso ter visão de mercado, saber o que comprar, mesmo porque as altas valorizações aconteceram no passado, foram negócios já realizados”, afirma.

No caso da compra para locação, o consultor Cerbasi explica que pode ser uma boa opção para aposentados, no caso de imóveis comerciais ou pequenos imóveis residenciais. Isso porque, na opinião dele, apesar da baixa rentabilidade, o investimento é seguro.

De acordo com o consultor, os preços dos alugueis variam de 0,5% a 1% do valor do imóvel. Nesse caso, contudo, o investidor terá de levar em conta possíveis desvalorizações do imóvel, mais os custos com impostos e reformas. Também é possível que o ponto fique vazio e gastos com condomínio recaiam sobre o proprietário, alerta o professor do laboratório de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), Keyler Carvalho Rocha.


Baixo rendimento

Desanimado com os baixos rendimentos com a locação, o empresário Jorge Edison Buso pretende vender os imóveis que tem em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para aplicar o dinheiro em outros investimentos.

Ao todos são nove imóveis, entre residenciais e comerciais, mas dois deles estão vazios.

Ele disse, ainda, que tem dois imóveis residenciais em fase de acabamento que iriam ser destinados a locação. “Devido ao baixo retorno, estou desanimado com a ideia”, afirma. De acordo com Buso, os aluguéis têm lhe garantido menos de 0,5% do valor do imóvel ao mês.

Como tem uma empresa de assistência técnica na área de refrigeração de industrial, o empresário afirma que, com a venda dos imóveis alugados, que valem cerca de R$ 650 mil, ele poderia investir parte na empresa e parte no mercado financeiro.

“O investimento está praticamente pior do que se aplicado em a poupança (…), um dos investimentos que dão o menor retorno. Então, no meu ponto de vista, imóvel alugado está pior do que uma simples caderneta de poupança”, afirma.


Supervalorização de imóveis deixa aluguel mais atraente. Disponível em:<http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2011/06/supervalorizacao-de-imoveis-deixa-aluguel-mais-atraente.html>. Acesso em: 27/06/2011

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22/06/2011 – 14h19

Aluguel no Distrito Federal chega a variar 14.200% entre bairros e regiões


A distância percorrida de casa até o trabalho é inversamente proporcional ao valor que se gasta com o aluguel no Distrito Federal. Enquanto é possível morar em uma casa em Ceilândia pagando R$ 270, há opções disponíveis no Lago Sul pela “bagatela” de R$ 38,5 mil por mês. O preço, 142 vezes superior, mostra que parte da população da capital do país é visivelmente excluída pela renda.

Ao optar pelo espaço e decidir viver em um apartamento de dois quartos no Gama em vez de uma quitinete na Asa Sul, ambas anunciadas por R$ 500 ao mês, é preciso estar disposto a gastar mais dinheiro com transporte, mais tempo com o deslocamento e a se irritar mais com o trânsito, dependendo do local des tarefas cotidianas. Os números fazem parte de um levantamento médio de preços feito pelo Correio.A variação entre imóveis de dois cômodos no DF, por exemplo, pode chegar a 1.055%. Enquanto o mercado dispõe de opções a partir de R$ 450 em Sobradinho, na Asa Norte o aluguel pode chegar a R$ 5.200. Unidades de três quartos mostram um abismo ainda maior: é preciso empenhar 17,7 vezes mais para morar em um apartamento de três quartos no Sudoeste do que em uma unidade semelhante em Ceilândia. Sair do bairro nobre, neste caso, poderia representar economia de R$ 7.550 por mês.

Em bairros nobres, como o Lago Sul, o valor do aluguel de uma casa pode alcançar até R$ 38,5 mil por mês (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press )
Em bairros nobres, como o Lago Sul, o valor do aluguel de uma casa pode alcançar até R$ 38,5 mil por mês

Para o especialista em direito civil e professor do UniCeub Ieudo Lacerda, a cidade se desfigurou após sofrer os efeitos criados pela forte demanda no Plano Piloto e pela consequente elevação dos preços na região central. “Não existe mais aquele projeto de harmonia na habitação. Os moradores estão sendo empurrados porque quem morava nas quadras 100, 200 ou 300 teve de mudar para as 400. Esses, por sua vez, vão para Guará, Núcleo Bandeirante ou Águas Claras. De lá, para Samambaia e Santa Maria e assim vai.”

Para exemplificar o ponto de vista, o professor criou uma família fictícia: um servidor do Banco do Brasil em início de carreira e uma professora da rede pública. Juntos, teriam um salário bruto de aproximadamente R$ 6 mil. Após os descontos, ficariam com pouco mais de R$ 4,2 mil e restariam
R$ 2,5 mil se eles pagassem o aluguel de um apartamento de dois quartos em Águas Claras. “O custo de vida na cidade é muito alto. Ainda é preciso levar em conta os outros gastos. Além dos essenciais, como água, luz e telefone, há transporte, alimentação, lazer e roupas. Morar mais perto significa aumentar custos e comprometer a qualidade de vida”, diz.

Centro de interesses

O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) Benny Schasberg também acredita em uma “segregação socioespacial”. Ela seria acentuada pela estrutura da cidade. “Mais do que em outros lugares do país, temos em Brasília uma concentração estúpida de empregos formais e serviços públicos no centro, o que instiga uma intensa hierarquização relacionada ao local de moradia.” Para amenizar a disparidade de valores, o especialista defende a pulverização das oportunidades de trabalho e da oferta de serviços. “É preciso que políticas públicas provoquem uma descentralização”, sustenta.

Além do interesse em viver perto ou dentro do coração da cidade, algumas famílias precisam morar no DF gastando o mínimo possível. Aqueles que dispõem de até R$ 500 para custear a moradia só conseguiriam um apartamento de três quartos se fosse em Ceilândia. As opções de casas também são reduzidas. Pelo preço, apenas quatro regiões administrativas poderiam ser pesquisadas: Gama, Samambaia, Taguatinga e Ceilândia. Morar sozinho com esse dinheiro, no entanto, é bem mais fácil. Há pelo menos 10 regiões onde o limite no orçamento não impede o aluguel de uma quitinete.

Os projetos sem divisão de quarto ou cozinha voltados para esse público também sofrem grandes variações, apesar de serem mais acessíveis. Do Gama para o Lago Norte, o valor cresce 630%. Se o orçamento for maior e houver R$ 1 mil por mês para segurar o aluguel, praticamente todas as regiões da cidade abrem as portas. O que não significa que a qualidade do imóvel será equivalente.

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário, Adalberto Valadão, adianta que os preços dos aluguéis devem continuar subindo, o que pode encurtar o leque de escolhas de quem vive na cidade. “A cidade é nova, está em fase de consolidação e a cada dia a demanda por imóveis aumenta.” Valadão também acredita que as regiões fora do Plano Piloto devem sofrer os maiores reajustes. “Quanto mais baixo o preço, mais espaço para crescer.”


Aluguel no Distrito Federal chega a variar 14.200% entre bairros e regiões. Disponível em:<http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/06/19/interna_cidadesdf,257526/aluguel-no-distrito-federal-chega-a-variar-14-200-entre-bairros-e-regioes.shtml>. Acesso em: 22/06/2011

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20/06/2011 – 13h00

Brookfield Incorporações cria anúncio em IPAD

Sex, 17 de Junho de 2011 14:59
A Brookfield Incorporações veiculará, no próximo sábado, dia 18/06, um anúncio na Revista Veja criado especificamente para o iPad. A peça tem como objetivo divulgar o futuro lançamento da empresa no Distrito Federal, que virá preparado para automação residencial via o tablet ou smartphones.Criada pela Archote, a peça foi baseada em campanha publicitária desenvolvida pela Eugênio para o lançamento do imóvel.  O anúncio pede ao usuário que vire o tablet na transversal para assistir a um vídeo de 30 segundos sobre o produto.Rubens Oseki, diretor comercial da Brookfield Incorporações no Centro-Oeste, afirma que inovação é um dos pilares da marca e o anúncio tem como objetivo atingir jovens da classe A e B, antenados com tecnologia, público-alvo do empreendimento.Esta peça integra a campanha de pré-lançamento do Blend, que contou com um jogo interativo feito pelo Ipad no show do Jack Johnson em Brasília, ações de abordagem no Park Shopping incentivando o público a interagir com uma cabine de automação para ganhar brindes, panfletagem em bares e restaurantes da cidade, entre outras iniciativas.
Brookfield Incorporações cria anúncio em iPad. Disponível em:<http://www.portaldapropaganda.com.br/portal/component/content/article/16-capa/25277-brookfield-incorporacoes-cria-anuncio-em-ipad>. Acesso em: 20/06/2011
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17/06/2011 – 19h00

Itaquera só tem a ganhar com o “Fielzão”

Região já sente efeitos positivos no setor imobiliário com a possibilidade da construção do estádio no bairro

Divulgação

Projeto do estádio do Corinthians

Estádio tem inauguração prevista para dezembro de 2013, de acordo com construtora

São Paulo – As últimas notícias sobre a construção do estádio do Corinthians, a ser erguido no bairro de Itaquera, extremos leste de São Paulo, não são muito animadoras. Apesar de a Odebrecht, maior construtora da América Latina e responsável pela obra, já ter dado início a terraplanagem no terreno, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, avisou que a empresa tem até julho para reduzir em 20% a estimativa de custo para a construção ou o “Fielzão” voltará a ser apenas sonho da torcida corintiana.

E os moradores só têm motivos para comemorar: para incentivar, leia-se “garantir”, que São Paulo não fique de fora da Copa por falta de estádio, a Prefeitura e Governo do Estado anunciaram pacote de incentivo para melhorias em infraestrutura, principalmente em transportes, medida que vai se transformar em melhorias para a região e vai valorizar imóveis e terrenos. Estima-se que, desde o anúncio da escolha de Itaquera para a construção da arena, imóveis e terrenos locais tenham valorizado em 20%.

O programa Imóveis em 360 graus desta semana foi até Itaquera e visitou o canteiro de obras do possível futuro lar do Corinthians:

Itaquera só tem a ganhar com o “Fielzão”. Disponível em:<http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/itaquera-so-tem-a-ganhar-com-o-fielzao>. Acesso em: 17/06/2011

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02/06/2011 – 23h00


GDF firma acordo com o Banco do Brasil para financiamento de imóveis por meio do Minha Casa, Minha Vida

As famílias que tentarem realizar o sonho da casa própria por meio do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida no Distrito Federal terão uma segunda opção de linha de financiamento além da oferecida pela Caixa Econômica Federal (CEF). Ontem, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Sedhab) e o Banco do Brasil (BB) assinaram uma parceria para que a instituição atue como agente financeira na área imobiliária no Distrito Federal. O maior banco do país atuará principalmente na concessão de crédito a famílias com renda até três salários mínimos. A intenção da parceria é garantir a construção de 100 mil moradias no DF, a primeira unidade da federação a fechar um acordo nesse sentido com o BB.O secretário de Habitação, Geraldo Magela, ressaltou que o processo de seleção das famílias beneficiadas para o programa não mudou. “Todos os projetos eram financiados exclusivamente pela Caixa, que continua com esse trabalho. Na verdade, ao assinar o convênio com o BB, estamos aumentando a oferta de agentes financeiros. Ampliamos a possibilidade de crédito para os compradores das habitações a partir de agora”, disse. Para obter o financiamento, os interessados devem se cadastrar na lista da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) ou procurar uma associação ou cooperativa habitacional. As inscrições, no entanto, estão temporariamente suspensas. A Sedhab afirma que está reformulando o método de credenciamento e lançará o recadastramento em alguns dias, sem inutilizar as antigas listas de espera.Por enquanto, o Banco do Brasil está montando a estrutura necessária para dar início a atuação no programa e recebe as diretrizes da própria Caixa, até então única operadora de crédito do Minha Casa Minha Vida no país. A instituição fez questão de destacar que a entrada neste mercado não significa concorrência com a Caixa. “É uma atuação complementar e a CEF vem nos dando total apoio. Estamos à disposição do Governo do Distrito Federal para a consolidação do programa, reduzindo o deficit habitacional do Distrito Federal”, disse o vice-presidente de negócios do banco, Paulo Rogério Cafarelli. O BB abriu financiamento imobiliário em 2008 e, segundo Cafarelli, já dipõe de carteira com R$ 4,6 bilhões.No início do ano, a Sedhab anunciou o lançamento de 10 mil unidades residenciais, sendo 5 mil construídas por empresas e entregues aos inscritos na lista da Codhab e as demais erguidas por entidades habitacionais e destinadas aos seus associados nas cidades do Gama, de Sobradinho, de Samambaia, de Santa Maria, do Riacho Fundo (3ª Etapa) e do Recanto das Emas. Em março, após seis anos de espera, foi iniciada a construção da Etapa IV do Riacho Fundo 2, onde serão erguidos 5.089 casas e apartamentos financiados por meio do programa federal. Segundo o Ministério das Cidades, atualmente, o deficit habitacional no DF é 105.296.No entendimento do GDF e do Banco do Brasil, a parceria será fundamental para reduzir o deficit habitacional do DF e acelerar as obras. Segundo estimativa do governo federal, 7 milhões de famílias brasileiras não possuem moradia própria. Magela acredita que a demora na liberação de casas populares contribuiu para que as famílias apelem para a irregularidade. “Infelizmente, como as moradias não vinham sendo ofertadas, muita gente acaba na ilegalidade, causando um duplo custo para as pessoas, que pagam ao grileiro e depois aos donos da terra. Queremos, ao mesmo tempo, combater as irregularidades e oferecer moradias novas”, argumenta.A espera pela realização do sonho de não viver mais de aluguel tem sido longa para os 141 associados da Cooperativa Habitacional Moradores Unidos do DF. Desde 1996, ano em que foi fundada, a entidade milita na causa. Em 15 anos, a associação conseguiu construir apenas 60 moradias. Por isso, a presidente da cooperativa, Elizete Araújo Lima, tem a esperança que, com a chegada do BB ao Minha Casa, Minha Vida, os pleitos tenham resposta mais rápida . “Dependemos desse programa porque sem ele as famílias pobres não têm condição de ter uma casa. Qualquer coisa que venha facilitar e melhorar o processo deve ser bem-vinda. Já fomos muito prejudicados pelo cancelamento de editais e programas passados”, avalia.Ordem da presidenteO Banco do Brasil foi autorizado a operar como agente financiador do Minha Casa, Minha Vida na semana passada. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, fez o anúncio na última sexta-feira e esclareceu que a atuação da instituição será complementar à da Caixa Econômica Federal. A Caixa já está repassando ao BB informações para que o banco possa começar a atuar em 2012. A ordem de montar a estrutura necessária para capacitar a instituição a atuar no programa habitacional partiu da presidente da República, Dilma Rousseff.Os juros» Para quem ganha até R$ 2.325, os juros cobrados são de 5% ao ano.Se a renda familiar varia entre R$ 2.325 e R$ 2.790, a taxa é 6%.» A última faixa de renda atendida pelo programa permitida – com rendimentos de R$ 2.790 a R$ 4.900 – os juros saltam para 8,16%.* Caso a pessoa interessada no financiamento seja cotista do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), há redução de 0,5 ponto percentual nos juros.Fonte: CBIC
GDF firma acordo com o Banco do Brasil para financiamento de imóveis por meio do Minha Casa, Minha Vida. Disponível em:<http://www.infoimoveis.com.br/noticias.htm?id=686>. Acesso em:02/06/2011

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31/05/2011 – 18h40

Imoveis – A maior alta do mundo / Matéria Revista Exame Maio 2011

Published On Friday, May 27, 2011.


Em Junho de 2010, quando Exame publicou sua primeira pesquisa anual sobre o mercado imobiliário brasileiro, muitos tiveram a impressão de que aquela euforia havia atingido um teto impossível de superar: de acordo com os números, levantados pelo instituto Ibope Inteligência, o Brasil tinha o terceiro mercado mais aquecido do planeta, somente atrás de Hong Kong e Singapura. Um ano depois,eis aqui a constatação: sim, era possível. O mercado imobiliário brasileiro viveu, em 2010, um período de euforia sem paralelo em sua história. Mais de 1milhão de casas e apartamentos foram financiados no ano, duas vezes mais do que em 2008. As vendas nunca foram tão velozes. Em média,um novo prédio leva quatro meses para ser completamente vendido nas principais capitais do país, três vezes mais rápido do que cinco anos atrás – e há dezenas de casos de condomínios que são comercializados num único fim de semana, alguns em poucas horas. O segundo levantamento EXAME/Ibope traduz em números esse aquecimento: os preços dos imóveis novos subiram 26% nos últimos 12 meses em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Os usados aumentaram 24% no mesmo período. A alta média, de 25%, foi a maior do mundo, segundo dados de 37 países levantados pela consultoria especializada Global Property Guide. Em dois anos, os imoveis brasileiros valorizaram 52% – apenas o riquíssimo mercado de Hong Kong teve desempenho melhor.
A incrível escalada de preços de imóveis no Brasil é explicada por um inédito descompasso entre oferta e demanda. Nos últimos três anos, o volume anual de lançamentos das principais incorporadoras dobrou. Parece muito, mas é muito pouco: a demanda continua bastante superior à oferta, uma pesquisa da Fundação João Pinheiro,órgão ligado ao governo de Minas Gerais que mede o déficit habitacional do país, aponta que há gente com dinheiro e sem casa em todas as faixas de renda – entre os que recebem mais de dez salários mínimos por mês, o “déficit”é calculado em170000 moradias. Estima-se que as empresas precisariam construir meio milhão de imóveis amais todos os anos para fazer frente à procura.Os motores do mercado são velhos conhecidos: mais crédito, mais renda e cada vez mais consumidores dispostos a comprar casas e apartamentos. “Nosso cliente típico está na faixa dos 35 anos e vai casar ou sair da casados pais”, diz Michel Wurman, vice-presidente financeiro da PDG, a maior incorporadora do país. “Com o crescimento da economia e do emprego, as pessoas se sentem mais seguras para fazer uma compra desse porte. E conseguem pagar, porque existe financiamento.”
expansão imobiliária dos últimos anos está provocando transformações urbanas no país inteiro. Dezenas de novos bairros vêm surgindo nas principais capitais brasileiras. Um destaque é Águas Claras, região administrativa do Distrito Federal. Águas Claras foi fundada oficialmente na década de 80, depois que o governo local regularizou a posse de terrenos invadidos. Até os anos 90, havia pouquíssimos prédios ali,boa parte das moradias era destinada a moradores de baixa renda. De lá para cá, foram lançados mais de 800 empreendimentos, muitos de classe média e alta,e a população cresceu quase quatro vezes, para cerca de 150000 habitantes. Em Porto Alegre, surgiu o bairro Jardim Europa numa área que era ocupada por um bosque até 2006. Há cerca de 1000 imóveis no local. Em Belo Horizonte, em pouco mais de dez anos foram construídos 3 000 apartamentos e casas em Belvedere, na zona sul. “Já faltam terrenos para novas construções nesse bairro”, diz Alexandre Gribel, diretor da Gribel Pactual, corretora do grupo Brasil Brokers. Esses novos bairros crescem rapidamente porque seus preços são bem menores do que os das regiões centrais. O metro quadrado de um apartamento novo em Águas Claras, por exemplo, custa 4441 reais,menos da metade do que é cobrado em média em Brasília.
Hoje, a capital federal é a terceira cidade mais cara do país, segundo a pesquisa EXAME/Ibope. O campeão de preços continua sendo o Rio de Janeiro, onde o metro quadrado de um imóvel novo custa 6 528 reais essa é a média, mas há, no Leblon, apartamentos sendo negociados por até 40 000 reais o metro quadrado. “Estrangeiros, especialmente americanos e chineses, que estão vindo para o Rio trabalhar na indústria de petróleo, querem morar perto da praia, e isso tem feito os preços subir ainda mais”, diz Bianca Carvalho, diretora da incorporadora carioca Concal. Também há uma grande expectativa sobre como as obras de infraestrutura para a Copa e a Olimpíada vão mexer com o mercado. Espera-se que bairros como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes sejam beneficiados, porque o plano é que haja estações de metrô ali e que a avenida das Américas, que liga esses locais à zona sul do Rio, seja duplicada. Como os projetos ainda não saíram do papel, a alta dos preços dos imóveis nesses bairros foi inferior à média da cidade no último ano. Um lugar que já começou a valorizar, e muito, foi a região do porto, que deve passar por uma revitalização. A maioria das incorporadoras está procurando terrenos para construir apartamentos e escritórios ali. “Os preços dos terrenos já subiram muito, os proprietários querem ganhar dez vezes mais do que pagaram”, diz um executivo do setor. Em São Paulo, cidade onde os preços mais aumentaram em 12 meses, o valor do metro quadrado de imóveis novos em Moema e Perdizes, bairros da zona oeste e sudoeste da cidade, chega a 20 000 reais.
Com a expansão imobiliária dos últimos anos, dezenas de bairros com milhares de casas e apartamentos surgiram nas maiores cidades do país
Mas, assim como aconteceu no ano passado, a nova pesquisa EXAME/ Ibope faz surgir a pergunta: agora está caro? Atingiu-se um teto? Diante de uma demanda tão poderosa, a tentação é imaginar que o setor imobiliário só pode continuar em sua trajetória atual e que os preços, embora já tenham subido muito, vão continuar em alta. Há estatísticas que ajudam a embasar essa tese. Segundo um relatório do banco J.P. Morgan, o valor de uma casa ou apartamento no país corresponde a 5,5 vezes a renda média anual das famílias, menos da metade da proporção de China e Singapura. Num ranking de preços feito anualmente pela Global Property Guide em 94 países, o Brasil aparece na 65a posição. Por esses critérios, portanto, ainda há muito que valorizar. O crédito imobiliário, mesmo depois de ter crescido cerca de dez vezes em cinco anos, ainda responde por 4% do PIB, um dos menores percentuais do mundo. Com pouco financiamento disponível, há menos espaço para especulação e altas de preço descoladas da realidade, como se viu nos Estados Unidos e na Europa (a situação é diferente no segmento de imóveis comerciais, veja na pág. 48). “Quem mais compra imóvel residencial no Brasil é o consumidor final, porque a demanda é gigantesca. Na China, por exemplo, os investidores movimentam o mercado e criam uma procura artificial”, diz David Lynn, autor do livro Emerging Market Real Estate Investment, lançado em 2010, e diretor do ING Clarion, um dos maiores fundos de investimento em imóveis do mundo, com 23 bilhões de dólares de patrimônio.
O risco é comprar um imóvel em bairros onde há prédios demais em construção, como ocorreu no Morumbi, em São Paulo
Apesar de esses cálculos mostrarem que o potencial ainda é enorme, há no horizonte um conjunto de riscos que não podem ser ignorados por quem quer comprar seu imóvel nos próximos meses. “A tendência de longo prazo é positiva. Mas nenhum setor está livre de solavancos, e o mercado imobiliário começa a entrar numa fase mais complicada”, diz Flávio Queiroz, analista da corretora do banco Santander. Claramente, há em 2011 ameaças que não estavam no radar no eufórico ano de 2010, em que a economia brasìleira cresceu 7,5%. A perspectiva de menos crescimento econômico e mais inflação tem levado alguns consumidores a pensar duas vezes antes de comprar, dizem executivos do setor. “É um efeito psicológico, que pode se agravar se a inflação oficial passar de dois dígitos”, diz Nicholas Reade, presidente da incorporadora Brookfield. “As pessoas ficam com medo de assumir compromissos de longo prazo.
Num setor que só funciona se houver crédito, outro perigo é a possibilidade de faltar capital para os empréstimos quando se esgotarem os recursos da caderneta de poupança, a principal fonte de financiamento de imóveis. As previsões variam para os bancos, o dinheiro acaba em 2013; para empresários, pode durar um pouco mais. Mas o fato é que o crédito imobiliário cresce a uma taxa muito superior à da poupança. O excedente teria de ser financiado com outros tipos de recurso, como a emissão de títulos imobiliários, num sistema semelhante ao que ocorre na maioria dos países.
É possível que os recursos da caderneta de poupança não sejam mais suficientes para financiar a compra de imóveis daqui a dois anos
Aqui, esse tipo de mecanismo ainda é incipiente. “O mercado terá de aprender a conviver com fontes alternativas, em que os juros podem variar mais do que hoje”, diz Fabio Nogueira, diretor da empresa financeiro-imobiliária Brazilian Finance & Real Estate.
Há, ainda, riscos que são consequência direta da expansão dos últimos anos. Para quem faz parte do contingente de milhões de brasileiros sem imóvel e pretende comprar uma casa, o perigo é colocar dinheiro numa região em que há excesso de oferta. Nenhum dos bairros centrais pesquisados pelo Ibope teve queda de preço nos últimos 12 meses, mas em alguns lugares a oferta desordenada fez com que a valorização fosse menor que a média. E o caso do Morumbi, na zona sul de São Paulo. O bairro concentrou 15% de todos os lançamentos da cidade em 12 meses, e os preços subiram 12%, menos da metade da média geral da capital paulista. Algo semelhante está acontecendo em Salvador, no entorno da avenida Luís Viana Filho, conhecida como Paralela. “Se eu fosse comprar um imóvel hoje, compraria para morar, mas não para investir e tentar ganhar dinheiro no curto prazo”, diz Roberto Miranda de Lima, presidente no Brasil da gestora britânica Autonomy, que tem 2 bilhões de reais em imoveis comerciais no pais e está captando um novo fundo para investir aqui. “O risco de errar a mão está aumentando.
Apartamentos e casas em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre tiveram, em média, a maior valorização do mundo em 12 meses(o número do Brasil vai até abril de 2011. Os dados globais são de 2010).
Apesar da alta, os imóveis brasileiros ainda estão relativamente baratos: o país ocupa a 65. posição num ranking de preços feito em 94 países (valor por metro quadrado – nas principais cidades):
1. Mônaco = 59.814 dólares
2. Inglaterra = 23.358 dólares
3. Rússia = 18.487 dólares
4. Singapura = 16.644 dólares
5. Hong Kong = 16.422 dólares
64. Argentina = 2.625 dólares
65. Brasil = 2.616 dólares
Aqui os preços dos imóveis correspondem a 5,5 vezes a renda média anual das famílias, um patamar inferior ao da China e da India:
Brasil (São Paulo)…………………. 5,5
India (Mumbai)……………………. 6,3
Singapura…………………………. 12,9
China (Pequim)……………………. 13,5

São Paulo : A Cidade que mais valorizou no último ano.
O preço dos imóveis novos subiu 31%, e o dos usados, 28% em São Paulo nos últimos 12 meses – foram as maiores altas do período entre as cidades pesquisadas pelo instituto Ibope Inteligência. A valorização está levando as incorporadoras a lançar casas e, principalmente, apartamentos cada vez menores, para que o preço final seja acessível a um número maior de compradores.
A demanda por esses imóveis tem crescido acima da média. A incorporadora MaxCasa lançou recentemente um prédio de 70 apartamentos com preço médio de 8.500,00 reais o metro quadrado no Campo Belo, bairro em que o metro quadrado não costumava custar mais de 6.000 reais. “Vendemos tudo num dia, sinal de que o preço provavelmente estava errado”, diz José Paim, presidente da MaxCasa.
Região Bairros Novos Preço m2 em reais Usados Preço m2 em reais
Noroeste Freguesia do Ó, Jaraguá e Limão 4.255 reais (+31%) 3.226 reais (+ 38%)
Oeste Barra Funda,Lapa, Perdizes V.Leopoldina 6.792 reais (+38%) 5.110 reais (+27%)
Sudoeste Alto de Pinheiros, Itaim,Jd.Paulista, Moema,
Morumbi e Vila Mariana 7.384 reais (+31%) 6.020 reais (+32%)
Sul Campo Limpo,Sto. Amaro e Socorro 4.250 reais (+13%) 3.900 reais (+33%)
Centro Bela Vista,Consolação,Sé e Liberdade 5.717 reais (+41%) 5.200 reais (+39%)
Sudeste Aricanduva,Ipiranga,Mooca e Tatuapé 4.860 reais (+26%) 3.781 reais (+24%)
Leste Itaquera,Penha e V. Matilde 2.992 reais (+10%) 2.908 reais (+19%)
Norte Casa Verde,Santana e Tucuruvi 4.663 reais (+31%) 3.669 reais (+18%)

O Preço dos imóveis residenciais em São Paulo subiu nos últimos 12 meses:
Novos Usados
2010 = 4.519 para 2011 = 5.920 reais (+31%) 2010 = 3.916 para 2011 = 5.012 reais (+28%)
Em 2 anos :
Novos = 62%
Usados = 46%

Jardim Paulista = O Bairro mais caro:
Novos – Alta em 12 meses e preço médio por m2 ( 9.102,00 +39%)
Usados – Alta em 12 meses e preço médio por m2 ( 6.959,00 +49%)

Perdizes = O Bairro que mais valorizou:
Novos – Alta em 12 meses e preço médio por m2 ( 8.157,00 +57%)
Usados – Alta em 12 meses e preço médio por m2 ( 5.414,00 +41%)

Imóveis a maior alta do mundo. Disponível em:<http://comprenaplanta.net/2011/05/imoveis-a-maior-alta-do-mundo-materia-revista-exame-maio-2011/>. Acesso em:31/05/2011

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24/05/2011 – 16h39

Contratos novos de aluguel sobem 15,8% em um ano em São Paulo


Os contratos novos de locação residencial assinados em abril na capital paulista tiveram aumento médio de 2,2% em relação aos valores negociados no mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o acréscimo chega a 15,82%, segundo os dados do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo divulgados nesta terça-feira.

“Os valores estão em ascensão porque a demanda por imóveis para alugar é bem mais alta do que a oferta de moradias”, afirma Francisco Crestana, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação da entidade.

O tipo de imóvel que apresentou o maior aumento em abril foi o de três três dormitórios, com elevação de 2,5% ante março.

O fiador foi a modalidade de garantia mais utilizada pelos proprietários e inquilinos, respondendo por 51% dos imóveis locados.

As moradias alugadas mais rapidamente foram os sobrados e as casas, que foram locados em um período médio de 12 a 30 dias. Os apartamentos tiveram desempenho inferior, oscilando entre 18 e 37 dias.

Contratos novos de aluguel sobem 15,8% em um ano em São Paulo. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/mercado/920020-contratos-novos-de-aluguel-sobem-158-em-um-ano-em-sao-paulo.shtml>. Acesso em:24/05/2011
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